Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Informática da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGI/UFES) foi criado em 1994, com as seguintes finalidades:

(i) Formar, no estado do Espírito Santo, professores e pesquisadores para atuarem na área de Informática em instituições de ensino e de pesquisa locais e nacionais;

(ii) Oferecer formação tecnológica altamente especializada para empresas e instituições públicas estaduais e nacionais localizadas no estado;

(iii) Contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico na área de Computação no estado do Espírito Santo;

(iv) Agregar um corpo de pesquisadores da área de Computação na UFES visando ao desenvolvimento de pesquisas nos diversos campos da Informática, alinhado com os grandes desafios da pesquisa em Computação no Brasil.

Na sua primeira década de existência, acompanhando o forte crescimento da economia do estado do Espírito Santo, o PPGI teve uma importante atuação, de abrangência predominantemente regional, na formação de profissionais qualificados para empresas, órgãos do Governo Estadual e instituições de ensino superior da Grande Vitória e interior do estado, como também do sul da Bahia e norte do Rio de Janeiro, estabelecendo-se como uma referência local na área de Informática.

A partir de 2007, o PPGI investiu na absorção de pesquisadores recém-doutores e também de pós-doutores que, junto com o corpo docente mais experiente do programa, ampliaram substancialmente a sua produção qualificada. Assim, de um corpo docente reduzido no seu início e concentrado em poucas linhas de pesquisa, o PPGI evoluiu para um corpo de professores e pesquisadores altamente qualificados, titulados em universidades prestigiadas do Brasil, Europa e Estados Unidos, e que atuam nas mais variadas áreas da Computação.

Hoje o PPGI conta com 27 membros permanentes, sendo 7 deles bolsistas de produtividade CNPq, e 1 membro colaborador. A diversificação e qualificação do corpo docente permitiu a abertura de novas linhas de pesquisa e o aumento considerável da capacidade de orientação e da produção científica qualificada. O número de publicações indexadas por ano passou de 8 em 1994 para cerca de 100 por ano a partir de 2008, sendo 521 no quadriênio 2013-2016, totalizando 1.618 publicações no período 1994-2016.

No segundo semestre de 2010, o PPGI iniciou uma nova fase, ingressando definitivamente em um outro patamar de atuação, influência e inserção acadêmica, ao dar início ao seu curso de Doutorado em Ciência da Computação. A criação do curso de doutorado e as demais ações paralelas definidas no seu planejamento estratégico, permitiram estabelecer bases sólidas para o desenvolvimento de pesquisas de mais alta qualidade e longa duração. Ao final de 2016, o PPGI contava com 37 doutorandos matriculados, todos com dedicação exclusiva ao programa, além de 70 alunos de mestrado. A qualidade dos resultados produzidos por discentes e docentes do PPGI a partir da implantação do curso de doutorado contribuiu sensivelmente para a melhoria da qualificação da produção e, por consequência, o aumento de sua visibilidade nacional e internacional do programa.

Desde a sua criação até 2016, o PPGI já formou 320 mestres e 5 doutores, os quais têm sido absorvidos por grandes empresas que atuam no Espírito Santo, como Petrobras, Vale, ArcelorMittal, Samarco, Aracruz Celulose, e também por instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas do estado e fora dele, como IFES, UVV, FAESA, UCL, UFES/Alegre, UFES/São Mateus, EMBRAER e PADTEC. Alguns dos egressos do curso de mestrado, e mais recentemente também do doutorado, vem realizando estudos de doutorado e pós-doutorado em instituições de renome internacional na América do Norte e Europa. No quadriênio 2013-2016 foram formados 111 mestres – 34% do total de formados até hoje – e todos os 5 doutores já formados pelo programa.

Hoje, o PPGI apresenta uma distribuição equilibrada da sua produção intelectual entre os seus grupos de pesquisa, possui um número expressivo de projetos de P&D financiados por agências de fomento e empresas, e uma produção intelectual qualificada em franca expansão, além de uma inserção crescente na comunidade científica nacional e internacional. Sempre observando o crescimento contínuo da sua produção intelectual e a qualidade do seu corpo docente, no último quadriênio (2013-2016), o PPGI elevou gradativamente os seus requisitos de credenciamento e recredenciamento de docentes, baseados fundamentalmente na produção científica em periódicos e conferências qualificadas. Além disso, fortaleceu ainda mais significativamente as suas ações no estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais.

O PPGI teve uma evolução marcante em diversos aspectos ao longo dos seus 23 anos de existência. Alguns dos aspectos mais marcantes desta evolução foram:

(i) Colaborações e parcerias científicas. Houve um crescimento expressivo da parceria e da colaboração científica nacional e internacional. Os pesquisadores do PPGI desenvolvem atividades contínuas de colaboração científica com outros grupos de pesquisa do país e do exterior, inclusive como participantes de importantes projetos internacionais envolvendo organizações como W3C, OMG, ISO, The Open Group, Rutgers University, University of Bristol, dentre outros. Além disso, os membros do Programa participam frequentemente de bancas de mestrado e doutorado em instituições e cursos bem avaliados pela CAPES (6 e 7), e também têm sido convidados com frequência para participarem em bancas de mestrado e doutorado em universidades estrangeiras em países como Suécia, Finlândia, Itália, Países Baixos, Espanha, entre outros.

(ii) Visibilidade e inserção nacional e internacionalização. Este tem sido um dos aspectos mais marcantes da evolução do PPGI. Os pesquisadores do PPGI são também membros e coordenadores de comitês de programa de conferências nacionais e internacionais, participam da avaliação de periódicos e em seus comitês editoriais, bem como da organização e da coordenação geral de importantes conferências científicas nacionais e internacionais. Além disso, seus membros também têm sido convidados para realizar palestras magnas (keynote speeches) e tutoriais em tradicionais conferências nacionais e internacionais. Seus membros têm sido também eleitos para integrar comitês executivos (executive boards) e de aconselhamento (advisory boards) e comitês de direção (steering committees) de importantes conferências e associações científicas internacionais. Por fim, os trabalhos do PPGI têm sido reconhecidos nacional e internacionalmente, tendo recebido mais de vinte prêmios e distinções no quadriênio.

(iii) Bolsistas de produtividade. Nos últimos anos, o PPGI viu ainda crescer o seu número de bolsistas de produtividade do CNPq, que passou de 1 (um) em 2009 para 7 (sete) bolsistas em 2016 (um quarto do número de professores do programa). Além disso, vale ressaltar que o programa possui atualmente vários pesquisadores com níveis significativos de citações e alto h-index. Por exemplo, o programa possui 7 pesquisadores com h-index acima de 15 (cerca de um quarto do corpo permanente do programa), 4 pesquisadores com h-index acima de 20 e 1 pesquisador com h-index acima de 30. Além disso, o programa possui 5 pesquisadores que receberam mais de 1.000 citações, 3 pesquisadores que receberam acima de 2.000 citações e 1 pesquisador com mais de 4.500 citações.

(iv) Projetos financiados. O corpo docente fortalecido e diversificado atraiu novos financiamentos para projetos de pesquisa científica, além de novas oportunidades de desenvolvimento de atividades de Pesquisa & Desenvolvimento junto a empresas locais e nacionais. Várias parcerias foram estabelecidas com empresas (ex.: EDP Escelsa, Petrobras, etc.), fundos setoriais e agências e fundações de apoio à pesquisa (ex.: MEC, CNPq, CAPES, RNP, FAPES, FAPERJ, etc.). Por meio destas parcerias foram financiadas bolsas de graduação e de pesquisador, além de equipamentos que totalizaram investimentos que superam R$ 10 milhões no período de 2007 a 2015 (excetuando-se valores de bolsas individuais de mestrado e doutorado fornecido através de quotas ou projetos individuais). A soma dos valores relativos aos projetos ativos em 2016 coordenados por membros do PPGI ultrapassa os R$ 3,6 milhões. Damos destaque também para a participação do PPGI na 3ª chamada coordenada BR-UE em um projeto com financiamento de R$ 4,9 milhões, coordenado pelo TCD/Irlanda e com participação da UFRGS, UFC, UFMG, Unicamp, Intel Brasil e Digitel S. A.

(v) Inserção no ensino fundamental e médio. Com o objetivo de promover a melhoria da qualidade do ensino, a inclusão digital e a atração de recursos humanos para a área de Computação, o PPGI, em conjunto com o Programa de Educação Tutorial (PET) da Engenharia de Computação/UFES, vêm realizando nos últimos anos uma série de ações de inserção no ensino fundamental e médio. Exemplos incluem cursos de introdução à Computação (em parceria com a Secretaria de Educação do Governo do ES), organização e participação em competições de programação e robótica e participação em Programa de Iniciação Científica Júnior com alunos do ensino fundamental.

Tudo isso demonstra o amadurecimento do Programa de Pós-Graduação em Informática da UFES, que trabalha continuamente para o seu fortalecimento e reconhecimento como uma organização de pesquisa de ponta, com visibilidade crescente na comunidade acadêmica nacional e internacional, e com metas bem definidas de expansão da produção qualificada, melhoramentos da sua infraestrutura física e computacional, e modernização administrativa, com vistas à obtenção de um conceito mais elevado de avaliação, o que certamente permitirá o acesso a recursos compatíveis com a sua atual capacidade de promoção científica.

Alunos Formados e Matriculados:O programa já formou 329 mestres e 7 doutores e conta com 114 alunos regularmente matriculados, sendo 78 no mestrado e 36 no doutorado.

Nome dos coordenadores e coordenadores-adjuntos:

Período: 2015-2017
- Coordenador(a): Giancarlo Guizzardi - até outubro/2016 / Vítor Estêvão Silva Souza - a partir de outubro/2016
- Coordenador(a)-Adjunto(a): Flávio Miguel Varejão - até outubro/2016 / Claudine Santos Badue Gonçalves - a partir de outubro/2016

Período: 2013-2015
- Coordenador(a): Flávio Miguel Varejão
- Coordenador(a)-Adjunto(a):João Paulo Andrade Almeida - até maio/2014 / Celso Alberto Saibel Santos - a partir de maio/2014

Período: 2011-2013
- Coordenador(a): João Paulo Andrade Almeida
- Coordenador(a)-Adjunto(a): Maria Cristina Rangel

Período: 2009-2011
- Coordenador(a): Alberto Ferreira de Souza
- Coordenador(a)-Adjunto(a): Maria Claudia Boeres

Período: 2007-2009
- Coordenador(a): José Gonçalves Pereira Filho
- Coordenador(a)-Adjunto(a): Lucia Catabriga

Histórico do conceito CAPES do programa:

Período de Avaliação: . . . . . Conceito:

2010-2012 . . . . . . . . . . . . . . 4
2007-2009 . . . . . . . . . . . . . . 4
2004-2006 . . . . . . . . . . . . . . 3
2001-2003 . . . . . . . . . . . . . . 3
1998-2000 . . . . . . . . . . . . . . 3
1996-1997 . . . . . . . . . . . . . . 3
1994-1995 . . . . . . . . . . . . . . C
1992-1993 . . . . . . . . . . . . . . SC (sem conceito, pois cursos novos não recebiam conceito inicial)

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